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COMEÇO MEIO E FIM - Um Planejamento com a sua Marca

Como o cérebro organiza informações e como usar isso a favor do Planejamento


Como as informações são armazenadas em nossa mente?

De que forma esse armazenamento influencia nossa concentração, nossas decisões e nossa capacidade de planejar?
E, principalmente, como isso pode nos ajudar a construir um *Planejamento com a nossa Marca*?
Ao longo desta série, já abordamos outros passos importantes do Planejamento (disponíveis no menu do site). Cada um deles contribui para um entendimento mais profundo de como pensamos, decidimos e agimos.

Curiosamente, conhecemos muito bem o funcionamento de objetos que utilizamos diariamente - carro, computador, celular -

mas raramente aprendemos como nossa mente organiza informações e por que, muitas vezes, perdemos o foco com tanta facilidade.

Como a mente perde o foco: um exemplo cotidiano

Imagine a seguinte situação:

Você está escrevendo um e-mail importante no trabalho, que exige atenção e clareza.

* Escrevendo: *Conforme conversamos na reunião de ontem…*
* Divagando: Reunião… ontem foi terça… terça foi o dia em que eu precisava ter ligado para o fornecedor… fornecedor? Será que ele respondeu meu WhatsApp?
* Voltando: Ok, foco no e-mail…
* Escrevendo: *O prazo estimado para entrega é…*
* Divagando: Prazo… preciso pagar aquele boleto hoje… boleto vence às 18h… melhor colocar um alarme…
* Interrompe: Vou fazer isso agora antes que eu esqueça.

Resultado:
O e-mail fica inacabado, a mente sobrecarregada e a sensação de improdutividade aparece.
Esse processo acontece porque informações incompletas permanecem *abertas* na mente, exigindo resolução.

Os gatilhos mentais e as Modalidades Representacionais

Um dos fatores mais comuns que nos tiram do foco são os chamados gatilhos de palavras-chave.

Uma palavra, uma imagem ou um som ativa automaticamente outra memória, emoção ou tarefa pendente.

Esses gatilhos são processados por meio das Modalidades Representacionais, estudadas pela PNL:
* Visual (imagens)
* Auditiva (sons, vozes internas)
* Cinestésica (sensações)
* Olfativa
* Gustativa

No exemplo acima:
* *Reunião*, *prazo*, *boleto* funcionam como disparadores mentais
* A mente tenta resolver tudo ao mesmo tempo
* O foco se perde

Confiar apenas na mente, sem apoio externo, nesses momentos, costuma ser improdutivo e desgastante.
Para pessoas com predominância visual, por exemplo, ter compromissos e tarefas por escrito reduz significativamente a dispersão mental, pois *fecha* as janelas abertas.

A importância do Começo, Meio e Fim

Além de registrar informações, há outro fator essencial:
toda atividade precisa ter Começo, Meio e Fim claramente definidos.

Quando isso não acontece, o subconsciente continua *cobrando* uma decisão:
* Ou a execução
* Ou o abandono consciente da ideia

Veja um exemplo clássico:
Você sugere organizar um almoço de confraternização para homenagear um colega que irá se aposentar.
As pessoas gostam da ideia e pedem mais informações.

Você pensa:
* No fim de semana eu penso nisso. Enquanto o planejamento não acontece:
A ideia permanece ativa na mente. Gera desconforto. Consome energia mental. Diminui a motivação

Ideias incompletas são fontes silenciosas de estresse.

Aplicando ao Planejamento com a sua Marca

Muitas pessoas relatam dificuldade em:
* Começar
* Persistir
* Visualizar o resultado
* Sentir motivação

Frequentemente, o que falta não é capacidade, mas a sensação interna de conclusão, proporcionada pelo Começo, Meio e Fim.

Entender como o cérebro processa informações, como lidar com a abstração e como criar comprometimento consciente faz toda a diferença.

COMEÇO - Dar o primeiro passo

Está difícil começar uma atividade?

Perguntas importantes:
* Essa atividade está alinhada com seus valores?
* Você consegue visualizá-la?
* Sua voz interna aprova essa ação?
* Você consegue sentir que isso faz sentido?

O cérebro precisa perceber coerência (congruência) para liberar energia de ação.

Nosso cérebro não entra em movimento apenas porque sabemos que algo é importante. Ele precisa sentir que existe alinhamento interno.
Quando há congruência, três níveis estão *falando a mesma língua*:

* Razão ? *Isso faz sentido para mim.*
* Emoção ? *Eu me sinto bem (ou seguro) em relação a isso.*
* Identidade/valores ? *Isso combina com quem eu sou e com o que acredito.*

Quando essa coerência acontece, o cérebro entende que a ação não representa ameaça, conflito ou desgaste desnecessário. Assim, ele libera mais:

* energia
* foco
* motivação
* disposição para iniciar

Por outro lado, quando existe incongruência (ex.: você quer fazer algo, mas no fundo acredita que *não é capaz* ou que *não deveria*),

o cérebro ativa resistência. Isso gera:

* Procrastinação
* Desânimo sem explicação clara
* Autossabotagem
* Sensação de peso ou bloqueio para começar

Ou seja, a dificuldade em dar o primeiro passo muitas vezes não é preguiça - é um sinal de desalinhamento interno.

Por isso, antes de forçar a ação, vale investigar:
O que dentro de mim ainda não está concordando com esse passo?


MEIO - Sustentar a ação

Você começa, mas tem dificuldade em continuar?

Possíveis fatores:
* Medo do sucesso ou do fracasso
* Medo de errar ou de não ser bom o suficiente
* Crenças limitantes
* Crítico interno excessivo
* Zona de conforto (mudar exige energia)

Permanecer no *meio do caminho* não é falta de capacidade - geralmente é um sinal de que existem questões internas pedindo atenção.
Sustentar a ação exige autoconhecimento, autorregulação emocional e ajustes conscientes de rota.

Quando essas questões são compreendidas e trabalhadas, elas deixam de ser barreiras e passam a ser recursos de crescimento.
É importante desenvolver essa habilidade, pois ela será utilizada em todas as áreas da vida - pessoais e profissionais.

FIM - Concluir e aprender

Concluir uma atividade é altamente estimulante e motivador.

Quando uma meta é:
* Atrativa
* Significativa
* Congruente
* Mensurável
* Atingível
* Com prazo definido

Quando esses elementos estão presentes, o cérebro reconhece que um ciclo foi completado e libera a sensação de realização e competência.
Quando isso não acontece, surge o efeito das *tarefas abertas*:

Écomo começar a escrever um e-mail, interromper, abrir outro, depois outro… e terminar o dia com a sensação de ter feito muito, mas concluído pouco.
Encerrar processos não é apenas finalizar tarefas - é consolidar aprendizado, gerar satisfação interna e fortalecer a motivação para continuar crescendo.

Considerações finais

Se você se identifica com a dificuldade de manter foco, concluir tarefas ou sustentar planejamentos, saiba que isso não é falha pessoal, mas falta de método alinhado ao funcionamento da mente.

Um processo de Coaching/Mentoria pode ajudá-lo(a) a compreender:
* Como sua mente organiza informações
* Como reduzir abstrações
* Como criar planejamentos com começo, meio e fim

Você merece um planejamento com a sua marca pessoal.

Ao final de cada leitura, reflita:

*Este planejamento está alinhado com quem eu sou hoje?
*As ações propostas fazem sentido para a minha realidade?
*Estou planejando para cumprir tarefas ou para construir uma vida mais coerente?

Caso surjam dúvidas, reflexões ou a necessidade de aprofundar algum tema, estou à disposição para conversar, esclarecer e apoiar você na construção do seu Planejamento de Atividades.


Um planejamento bem construído não engessa caminhos - ele orienta escolhas.

 

 

 

   

Master Practitioner em PNL

 

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